Domingo, 20 de Maio de 2012
   
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Qua, 20 de Janeiro de 2010 14:47

Boletim Janeiro 2010

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Boletim Janeiro 2010

 

"Quinze minutos atrás vocês não sabiam da minha existência. Na sacristia fui recebido como um irmão e sacerdote. Sou estrangeiro, e no entanto posso me sentir em casa".

Sol intenso do Caribe ao sairmos do avião. À nossa espera, sorridente, está o arcebispo de Santiago de Cuba, a diocese mais antiga da Ilha. Um cafezinho, e depois Dom Dionísio nos leva a uma igreja na cidade. Até a poucos anos atrás, eram poucos os que vinham à Missa de domingo. Agora a igreja está lotada com pessoas de todas as idades. O entusiasmo é contagiante. O coro e os instrumentos dão relevo à alegria generalizada. Um grande grupo de jovens estrangeiros também acompanha os cantos. O tema da minha homilia é o nome da paróquia: Sagrada Família. "Quinze minutos atrás vocês não sabiam da minha existência. Na sacristia fui recebido como um irmão e sacerdote. Sou estrangeiro, e no entanto posso me sentir em casa".

 

Isso me acontece também em outras viagens. É o milagre perene da nossa Igreja Católica, que não é uma federação de Igrejas nacionais, mas uma mesma Igreja que vive em todas as nações. Somos uma só família, que se encarna nas diferentes culturas.

Para mim foi uma necessidade falar sobre esse grande presente, porque pouco antes, em Roma, eu tinha participado do Sínodo de Bispos sobre a África, que tinha sido convocado pelo Santo Padre. Pude constatar com quanta seriedade os bispos trabalham em conjunto com o Papa. Conscientes de seus graves problemas, eles aprofundaram o mistério de uma Igreja que em todo lugar é Casa, aberta a todos e anunciadora de Cristo, que nos redimiu.

A viagem a Cuba nos levou a El Cobre, ao santuário de Nossa Senhora da Caridade. Este é o coração de Cuba. Ali pulsam a história e a esperança de um povo sofrido e ao mesmo tempo alegre. Com o arcebispo Dionísio nos ajoelhamos diante da Imagem venerada.

Logo chegou uma robusta mulher negra, vestida de cores vivas. Decidida, pegou sua mochila de peregrina e sentou-se. Ela abriu um livro. Eu o reconheci: era um livrinho de orações, que vocês financiaram. Ela se ajoelhou e cravou o olhar em Nossa Senhora. Quando se levantou, olhou para nós e disse: "Por dois anos me preparei para receber o santo batismo, aqui mesmo. Ela é a minha mãe. Ela fez de mim uma pessoa".

Essa mulher simples nos lembrou aquilo que é essencial na vida de uma família: sentir-se acolhido, do jeito que somos. Nós só nos sentimos em casa quando alguém, em nome de Deus, nos respeita e nos ama. Por isso, caros amigos, não deixem de continuar apoiando com grande generosidade a Igreja - a Família nos cinco continentes.

 

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Edição: 01/2010

2 Comentários

  • Davisson Rodrigues dos Santos Ter, 26 de Janeiro de 2010 14:19 postado por Davisson Rodrigues dos Santos Link o comentário

    Acabei de ler o Boletim, fiquei admirado com o exemplo dos Franciscanos, a vida deles, é uma graça dos céus! Para nós cristãos-católicos, se nós não somos como eles, é dever nosso ampará-los.

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  • elizabeth tomie nascimento Qui, 21 de Janeiro de 2010 18:32 postado por elizabeth tomie nascimento Link o comentário

    Sou associada da AIS ,li uma reportagem sobre os "PASTORES PERDIDOS",chorei muito e rezei muito por eles,são os nossos anjos ,corajosos em sua missão e tão fragil diante da indiferença do mundo,DEUS ABENÇÕE TODOS ESSES ANJOS TERRENTES ,que seria de nós sem eles,sempre peço "MARIA PASSA NA FRENTE" ela nunca nos decepiciona,MAE APARECIDA cuida dos nossos pastores..amém

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