Luís, o motorista profissional, vive na presença de Deus, onde quer que esteja e para onde quer que vá. Sua fidelidade simples nas pequenas coisas salvou a vocação desse padre. O chamado de Deus seguiu-o, foi até a estrada. "Deus necessita de homens", disse o Papa Bento XVI na Baviera, "precisa de pessoas que digam: sim, estou disposto a tornar-me o teu trabalhador na messe, disposto a ajudar a fim de que esta messe que está amadurecendo nos corações dos homens possa verdadeiramente entrar nos celeiros da eternidade". É a messe do amor. Mas, ao germinar, a colheita pode sufocar. Era demais, para o padre do caminhão de Luís: cinco paróquias para dirigir; brigas mesquinhas entre os fiéis; solidão. Ele tinha parado de rezar, a nascente de suas energias estava soterrada.
Assim como Luís, nós podemos – com nossa fidelidade na oração, com a alegria de filhos de Deus – ajudar a manter vivo no coração dos padres o primeiro amor, o temeroso e alegre Sim. Quantas vezes a Igreja sofre, também aí!
Nossa Obra assistencial é uma obra profundamente sacerdotal. Ela surgiu por desejo dos Papas. O Pe. Werenfried concretizou-a universalmente com o seu sim. Ele sempre considerava primeiro a situação do padre, porque ele "é aquele através do qual passa a força do Senhor" (cf. Bento XVI). No início a Obra se chamava Ajuda aos Padres do Leste. Não deixemos os padres sós. Vamos doar-lhes momentos comunitários, retiros em comum, momentos de oração em comum. Vamos ajudá-los na formação. E, sobretudo: vamos assisti-los na realização do ato mais sagrado para o qual Deus os chamou, a celebração da Eucaristia. Façamos com que rezem Missas pelas intenções do Santo Padre, pelas nossas próprias intenções e pelo trabalho desta Obra.
Com minhas mãos sacerdotais vazias, mas plenas de Deus, abençoo a todos, com gratidão.