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Qui, 24 de Junho de 2010 13:06

Dom Joseph Coutts, em defesa do Paquistão

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Dom Joseph Coutts, em defesa do Paquistão

Nomeado bispo de Hyderabad, no sudeste do país, com apenas 43 anos, Dom Joseph Coutts lutou pelos trabalhadores escravizados na província - muitos dos quais cristãos - para recuperar a sua liberdade e incentivou a construção de igrejas e escolas.

Em junho de 1998 sucedeu o então bispo de Faisalabad, dom John Joseph e continuou o trabalho de seu antecessor, exigindo a libertação dos cristãos presos pela lei anti-blasfêmia. Desempenhou um papel fundamental na luta pelos direitos dos cristãos e para melhorar os cuidados de saúde, educação, habitação e bem-estar desta parte da população.

O diálogo inter-religioso é a principal preocupação de Dom Joseph Coutts. O diálogo é a melhor arma para eliminar divisões entre cristãos e muçulmanos, estes que representam 95% da população. Mas a lei contra a blasfêmia é um obstáculo aparentemente intransponível. Os focos de violência podem ocorrer a qualquer momento, "porque ninguém tem tempo para perguntar se as acusações são verdadeiras: a justiça não segue seu curso", disse o bispo Coutts.

Ele disse que o problema da lei contra a blasfêmia tem aumentado dramaticamente a partir de 2001, na sequência de um crescente sentimento anti-ocidental no Paquistão, atingindo seu pico durante a intervenção dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

Se o bispo Coutts é um pai para seu povo vivendo na sombra da violência e da opressão, também é objeto de ameaças de morte. Mas ele se recusa a ser intimidado: "não vamos ser aterrorizados por intimidação. Vamos continuar nossas atividades no interesse da harmonia e da paz no país ", disse.

"Ao longo dos anos temos assistido a um aumento gradual de intolerância em relação aos não-muçulmanos. Nós vivemos em um estado de tensão constante, mas mesmo em nosso sofrimento, somos testemunhas de Cristo", disse o bispo Coutts, quando falou aos amigos e benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre.

O trabalho do bispo Coutts lhe rendeu muitos elogios de todos os cantos do mundo. Em 2007, ele recebeu na Alemanha, o premio Shalom da Universidade Católica de Eichstätt-Ingolstadt.

Ao recordar os seus esforços, muitas vezes arriscados, para defender os cristãos do Paquistão, o bispo lembra a importância da oração: "que as pessoas ao redor do mundo orem por nós, isto significa muito. Isso nos lembra que não estamos sozinhos e nos dá força para continuar", disse ele à AIS.

1 Comentários

  • elizabeth tomie nascimento Qua, 30 de Junho de 2010 21:08 postado por elizabeth tomie nascimento Link o comentário

    PAZ E BEM..Como os caminhos do SENHOR é tão dificíl..,estarei rezando sempre por todos os cristãos perseguidos..,SOMOS CATÓLICOS DEVEMOS NOS UNIR E ORAR MUITO POR TODOS ,mais ainda pelos perseguidores fanáticos..MISERICÓRDIA SENHOR ..PAZ para este mundo..AMEM

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