Nosso Deus é Pai

Deus é o Pai de todos os povos e raças. Por um momento se deixem tocar por esta verdade. Permitam que ela penetre em sua mente e em seu coração. Quem nos revelou que Deus é o Pai de todas as pessoas foi o próprio Jesus. Sim, somos filhos e filhas do mesmo Deus Pai de todos. Deixar que esta verdade se transforme em realidade na nossa vida é rompermos com todo tipo de exclusão social de raças, classes, de religião ou de cor.

Como o apóstolo Felipe dos Evangelhos, devemos sempre mais pedir. “Jesus, mostra-nos o Pai e isto nos basta”. Sim, desde a infância fomos ensinados a rezar a oração do Pai Nosso. Entretanto não fomos suficientemente convidados a nos deixar envolver pela experiência de sermos filhas e filhos amados do mesmo Deus que é Pai de todos.

Diante desta verdade que nos liga com Deus e com todos, pelos laços afetivos de filiação e de irmandade, o que nos resta é o amor com todos e para com todos.

Mas, como São Francisco, temos que reconhecer. “O amor não é amado”,pois ainda não conhecemos e amamos bem o verdadeiro Deus, nem ao próprio Jesus. Infelizmente nos ensinaram a ter mais medo de Deus do que reconhecê-Lo como a um Pai infinitamente amoroso e misericordioso ligado com a vida, o destino e a história dos homens.

No mês de janeiro e de fevereiro muitos tiram suas férias... que bom! Deveria ser um direito de todos e não de poucos. Permitam-me que lhes ofereça uma sugestão para passarem bem suas férias a nível pessoal e de família.

Os peritos em humanidade são praticamente unânimes no afirmar que a qualidade de vida de uma pessoa, de uma família ou de uma comunidade depende de quatro prioridades a serem colocadas e assumidas em nossa vida.

  1. Amar-se. Quem não se ama não ama ninguém. Quem não é justo, ético e honesto consigo não tem direito de pedir que o outro o seja. A melhor forma de amar uma mulher ou a um homem, dos pais e filhos se amarem, é antes de tudo se amar... Ninguém dá do que não possui. Portanto, o que podemos dizer de nós mesmos? Pedir a mudança, o ético, o amor do outro, do mundo, sem primeiro mudar, é no mínimo hipocrisia.
  2. Buscar o bem do outro, de todos, seja qual for sua classe social, cor, raça ou religião. “Ama teu próximo como a ti mesmo”.Exigir o meu direito é ter que admitir que o outro, os outros, têm o mesmo direito e aspirações que possuo. Quem não respeita e defende o direito do outro, não merece ser respeitado no seu direito.
  3. Manter uma sadia relação com a criação e seus bens. Esta é um triste realidade de nossos dias! Vivemos dando prioridade ao ter, ao gozar, ao usufruir, ao aparentar sobre o ser, o viver, o ético, a coerência, o testemunho. Somos, por vezes, mais servos dos bens do que seus donos. Ao invés de cuidarmos da natureza a destruímos, ameaçando o nosso próprio futuro e o futuro das novas gerações.
  4. Manter uma sadia relação com o Criador. Os estudiosos do comportamento humano são unânimes ao afirmar que sempre que os homens se esqueceram do Criador adoeceram na relação consigo, com o outro e com a própria criação.

Portanto, é sempre válido refletir: Como me encontro comigo mesmo, com o outro, em minha relação com a criação e com o Criador. Felizes férias e um feliz Ano Novo pleno da vida e das graças do bom Deus, é tudo o que desejo.

Padre Evaristo Debiasi
Assistente Eclesiásitco da Ajuda à Igreja que Sofre Brasil

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