Talvez se tenha falado demais com os poderosos e muito pouco com o Todo-Poderoso, com o Senhor da Criação, o Condutor da História, o Doador de todas as dádivas e Príncipe da paz, que espera que a ele cheguemos com nossos problemas insolúveis.
Rezamos o suficiente pela paz? Tivemos fé suficiente para pedir àquele a quem tudo é possível? Invocamos com inabalável confiança a Palavra de Cristo: "... tudo o que pedires ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá" (cf Jo 15,16)? Depositamos continuamente o sofrimento de nossos irmãos aos pés de Deus, não como censura a um partido, mas como uma súplica à sua infinita misericórdia? Desfrutamos nossa liberdade de filhos de Deus incomodando-o longa e inconvenientemente, até ele atender nossas preces? Ou já perdemos a força de pedir, de crer e remover montanhas, na crise que, como furtiva doença, castiga nossa Igreja?