O sonho da paz, da felicidade e da verdadeira realização da vida faz parte da aspiração do coração humano. Mas, por que é tão difícil chegarmos à concretização destes?
A saudação que nestes dias está nos lábios de todos é: «Feliz Natal!». Façamos com que, a troca dos bons votos não perca o seu profundo valor religioso, e a festa não seja absorvida pelos aspectos exteriores, que tocam as cordas do coração.
Cremos que este Deus Único é tão absolutamente Uno em Sua Essência Santíssima como em todas as Suas demais Perfeições: na Sua Onipotência, na Sua Ciência Infinita, na Sua Providência, na Sua Vontade e no Seu Amor.
Alguém deve ter se perguntado: “Por que o Senhor Deus ao criar o homem implantou lhe a Raiva?”, e eu respondo: Porque a raiva era uma coisa sagrada no Paraíso!
“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14). O contexto da história de Natal é diferente, mas a mensagem é sempre a mesma. “Ele veio para os seus e os seus não O reconheceram e acolheram” (Jo 1,10-11). Hoje, infelizmente, não é diferente. A realidade do coração humano em pouco mudou. A paz é um produto que está em falta em nossos dias.
Afirmar que exista esta tal “cura interior”, pressupõe a falsa garantia de que nós, como cristãos, não teremos mazelas de nenhuma espécie. Como se Deus tivesse a obrigação de nos curar naquilo que queremos. Ou como se ficar doente, sofrer de uma depressão ou outro tipo de problema fosse algo restrito aos que estão “em pecado”.
A fé é o grande e dom que recebemos da parte de Deus, nosso bom Pai, como dádiva de seu eterno amor oferecido gratuitamente à humanidade em virtude dos méritos da redenção de Jesus Cristo, seu Filho amado, na ação do Espírito Santo.
Fé, não é uma questão apenas de idéias, de conhecimentos, doutrina ou sentimentos. É acima de tudo uma experiência de encontro com Jesus de Nazaré. O cristianismo é uma realidade de vida que brota como graça e dádiva do amor de Deus pelo homem e deste com Deus. A vida e o ardor missionário na Igreja nascem deste encontro. “Ninguém vem a mim se meu Pai do céu não o atrair (Jo 14,6).
Nascemos pelo amor de nossos pais, mas, desde sempre Deus nos quis, nos desejou e nos chamou à vida. Em Cristo, Deus nos fez filhos, filhas, herdeiros da vida eterna. E como filhos e filhas de Deus que somos em Cristo, todos nós temos o desejo de partilhar a vida. A palavra nasceu como necessidade de nossa comunicação com os irmãos e com Deus.