Por caminhos diferentes buscamos nos encontrar com Deus. Podemos afirmar que estamos em permanente procura de nós próprios, do sentido e do significado da vida.
Sem esperança, as aspirações do coração se tornam um sonho inútil. O presente se torna pesado e o amanhã perde os horizontes do futuro, restando o preço da angústia e mesmo do desespero para a vida humana.
Como tempo litúrgico na Igreja de Cristo, a quaresma nos convida de modo a recordar e a reviver em nós e entre nós a maior história de amor que o mundo já conheceu. A história de amor de um Deus apaixonado pela humanidade.
A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
As ciências confirmam e reconhecem que a busca pelo espiritual é uma das maiores dimensões do coração humano. Desconhecer ou ignorar o nosso lado espiritual é simplesmente deixarmo-nos adoecer.
Falar de humildade tem sentido em nossos dias? Para não poucos infelizmente ela aparece como fraqueza e porque não, como pobreza de espírito. Vivemos num tempo e numa cultura onde a esperteza e o cultivo do "eu" se tornaram uma prioridade em tudo.
No Natal a eternidade e a humanidade se abraçaram. A vida se iluminou em sua vocação maior de fraternidade e de eternidade. Na Gruta de Belém fomos e somos assumidos por Deus na totalidade de nossa existência humano-espiritual.
A vida é a maior dádiva que possuímos e a recebemos do amor gratuito de Deus. O que fazemos dela depende em muito daquilo em que acreditamos e das escolhas que fazemos ao longo de nossa caminhada. Perante a vida temos dois caminhos a escolher: o primeiro com base nos critérios e valores do mundo e o segundo com base na valorização da vida, seguindo as propostas e os valores dos Evangelhos.
Sem uma consciência maior do verdadeiro conteúdo da vida cristã a liturgia se esvazia e se auto-anula. Canta-se, fala-se e se gesticula demais. A liturgia pode infelizmente se transformar num show ao invés de ser a celebração do mistério de nossa salvação.