Sempre que o ser humano se esqueceu dos verdadeiros valores da vida, a humanidade se empobreceu, afirma o antropólogo Berdiaeff. O psicanalista Caruso chama a isto de tragédia existencial e o Dr. Viktor E. Frankl de enfermidade noológica, que caracteriza a falta de sentido de vida, pela ausência de uma razão de ser.
A ciência constata que existe na estrutura de cada pessoa uma consciência natural sobre a existência do bem e do mal. Os mitos e as religiões falam desta verdade. A Bíblia e a Igreja confirmam a realidade do bem e do mal na vida humana como nos ensinam que, sem à ajuda da graça de Deus, não podemos vencer as forças do mal.
"Santo já" foi o grito das multidões que acompanharam de perto a morte e o sepultamento de João Paulo II. Nós, juntamente com grande parte da humanidade, somos gratos a Deus pela vida, testemunho e mensagem deste homem que marcou e mudou em muito nossa vida e a história de nossos tempos.
Nada mais atual, transformador e revolucionário do que a justiça apresentada por Cristo como proposta para a vida humana. "Sede santos, perfeitos, justos e misericordiosos como o Pai do Céu o é" (Lv 19,2; Mt 5,48; Lc 6,36).
O futuro da humanidade depende em muito de nossas opções e escolhas hoje. O futuro da vida está ligado diretamente aos cuidados que temos com todos os bens da criação e suas criaturas.
Sim, vida é o bem maior que possuímos. Deus a origem primeira e o fim último de toda vida. Deus, em seu eterno amor pela humanidade, quer nos dar vida plena. Aliás, o amor de Deus pela humanidade não tem limites. É imensurável. A vida que Deus Pai quer partilhar conosco no agora do tempo é antes de tudo Ele próprio, o amor de Jesus e a vida no Espírito Santo.
Deus é a origem e o fim de tudo o que vive. Ele deseja nos dar vida, a sua própria vida, uma vida plena (Jo.10.10). Aliás, o amor de Deus é sem limites, imensurável. A vida que Deus Pai quer partilhar conosco é antes de tudo Ele próprio, o amor de Jesus e a vida no Espírito Santo.
É novamente tempo de Natal. Tudo recorda o nascimento de Jesus. O coração humano novamente reascende a aspiração pela posse da vida e da felicidade. Nada nos sacia plenamente. Como seres finitos que somos, buscamos o infinito, que é Deus.
Na ótica de Deus, o valor da vida e dos bens da criação parte simplesmente da consciência que o fim da vida humana é na verdade o início da eternidade.
A vida, a harmonia e a felicidade acontecem quando se busca levar a sério o único conselho que Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe, nos deu: "Fazei tudo o que Ele vos disser". (Jo 2,5).